Alessandra Trota, Designer de Interiores

VOANDO ALTO


O novo centro de simulação de vôo em Stuttgart, na Alemanha, oferece ao público uma experiência única. O projeto, duas vezes premiado, é do escritório de arquitetura Boris Banozic e consiste em uma réplica em tamanho real de um Boeing 737 com desempenho técnico completo e projeção realista em uma tela 230º. Do lado de fora da cabine, o cenário lembra uma pista de aeroporto e a nave é simulada com perfeição em imagens impressas na parede.

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CORREDOR SENSORIAL

Quem chega a Miami pelo Aeroporto Internacional é recepcionado com uma interessante experiência sensorial. Trata-se da instalação de luzes, cores e sons “Harmonic Convergence”, criada pelo arquiteto e designer americano Christopher Janner. Durante o trajeto, o passante pode ouvir sons típicos do sul da Flórida, como pássaros tropicais e trovoadas. Para garantir o efeito luminoso à noite, ele instalou uma série de LEDs controlados por computador.

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GRIFES DE CARRO, DESIGN DE MÓVEIS

Design automobilístico e design de móveis sempre caminharam próximos, seja pela influência das linhas automotivas no mobiliário, seja pelos interiores de veículos cada vez mais dotados, em suas cabines, de itens de conforto semelhantes aos de uma casa. Mas há um fênomeno recente, no universo do desenho industrial, que é o investimento de fabricantes de carros de alto luxo na criação de linhas – igualmente suntuosas – de móveis ou objetos para casa. De simples xícaras de café a sofás e divãs, o que vale é manter a identidade sempre exclusiva.

Aston Martin

A britânica Aston Martin é a empresa que investe mais pesado na criação de móveis. O design das peças remete à silhueta de automóveis. Cores, como vermelho e preto, bem como os materiais utilizados, seguem o padrão dos veículos fabricados pela marca. São cinco linhas de produtos, a começar por uma exclusiva de chaises.


A Contract inclui sofás, poltronas, cadeiras, mesa e luminárias, todos com estrutura de alumínio.


A série Office reúne mesas, cadeiras, aparadores e lustres para ambientes de trabalho. PKU63 Upholstered é o nome da linha de sofás e pufes com estofados 100% em couro.


E a Upholstered Collection PKU34 envolve diferentes modelos de sofá-cama, também em couro.
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Lamborghini

A marca Tonino Lamborghini Casa é a que tem a maior variedade de produtos de decoração disponíveis.


De sofás e poltronas, passando por relógios de parede e linhas completas para cozinha e escritório, a marca italiana também investe pesado em mobiliário, mas com um estilo mais arrojado.


Nos estofados, predomina o couro. E nas peças maciças, não falta brilho e transparência. Vermelho e preto são uma constante.
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Porsche


Entre centenas de acessórios, a alemã Porsche tem alguns produtos voltados para a casa. O cooler para champagne é a cara da grife, com um aspecto jovial e divertido. Prática, a cadeira de praia também pode ser usada em ambientes fechados.


Já o relógio de mesa lembra o velocímetro de um painel de carro. E para quem coleciona miniaturas – produto que, aliás, todas as marcas aqui listadas fabricam – a Porsche oferece um display de 0,75 m de altura, que também pode ser usado como estante para livros.
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Mini

As inconfundíveis listras do MINI Cooper dão a identidade para a linha de eletrodomésticos Mini Classic Collection. A cafeteira e o bule elétrico, além de muito úteis, têm traços modernos. Já a torradeira segue um estilo vintage que combina, e muito, com a cor de um dos mais populares veículos da fabricante inglesa.
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BMW

A BMW entra nessa lista com uma releitura feita para um clássico do design: a cadeira Emeco de 1951. Empilhável, criada para bares e restaurantes, a original ganhou leveza e durabilidade com a aplicação de materiais mais leves, como o plástico e o alumínio. A estrutura tem um padrão único, fosco e metalizado. Já o assento pode ser vermelho ou preto. A fabricante alemã também investe em uma linha de acessórios para escritórios, como porta-canetas e porta-papéis, e tem uma linha própria de cafeteiras vermelhas produzidas pela Saeco.
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Ferrari

A Ferrari também oferece centenas de acessórios exclusivos, quase todos decorados com seu famoso símbolo. Os produtos seguem as cores de seus carros, como amarelo e vermelho. Mais elegante, e ideal para os verdadeiros fãs do automobilismo, a escultura em prata e cristal custa 5.339 euros. Com apenas 0,20 m de altura, é um objeto de colecionador: somente 99 odes ao Cavallino Rampante foram disponibilizadas para compra.
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Maseratti

Em meio a roupas, malas e relógios, a Maseratti surge com dois belos modelos de luminárias, um de mesa, outro de piso. Ambos têm estrutura cromada e cúpula elíptica, revestida com um material que dá um aspecto leitoso à luz. Mas é para quem realmente é fã da marca, afinal seu logotipo aparece imenso nas peças.
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Jaguar

O poder do felino que simboliza os veículos da fabricante inglesa quase não marca presença nos acessórios disponíveis. Entre canecas, bonés e chaveiros, surgem algumas xícaras e jogos de café expresso que prestam homenagem aos anos em que a Jaguar se consagrou.

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UM GIGANTE FEITO DE 4.200 ENGRADADOS



Um gigante de quase 20 metros de altura feito apenas com engradados de refrigerante tem chamado a atenção de quem passeia pela orla da Cidade do Cabo, na África do Sul. Pesando cerca de 27 toneladas, o boneco faz parte de uma ação da Coca-Cola com intuitos ecológicos (e promocionais, é claro).
Não é de hoje que a fabricante de bebidas usa caixotes para erguer gigantes naquele país. Mas essa última escultura – carinhosamente chamada de Elliot – tem uma qualidade a mais sobre as anteriores. Além de ser a maior delas, ela é feita com 4.200 engradados de plástico reciclado, todos eles com mensagens sobre a importância da reciclagem e do reuso – iniciativa de uma empresa que adota o plástico em milhões de garrafas distribuídas em todo o mundo.
O resultado é que o gigante Elliot tem atraído milhares de visitantes ao local onde foi construído, o Victoria & Albert Waterfront, trecho de praia da Cidade do Cabo que reúne restaurantes, galerias e jardins, aos pés da famosa Table Mountain, símbolo da cidade sul-africana.













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CLÁSSICOS DO DESIGN, AGORA REPAGINADOS

Não há quem não tenha uma quedinha por algum clássico do design. Especialmente quando falamos de belíssimas cadeiras, muitas delas criadas por nomes que mudaram o curso da história do mobiliário, como Verner Panton e Gerrit Rietveld. Peças que continuam atuais e são objetos do desejo, até hoje influenciam a indústria criativa e são sucesso comercial. Para homenagear os clássicos e seus criadores, alguns designers da atualidade criaram releituras a partir de novos materiais , conceitos ou processos produtivos. Vale reiterar que tais releituras não são cópias, e sim um reconhecimento do talento de profissionais – um belo agradecimento! (HELOÍSA RIGHETTO)

Chamuscados

O holandês Maarten Baas chamou atenção da imprensa e do mercado ao literalmente chamuscar peças icônicas – como a cadeira Red and Blue de Gerrit Rietveld, a estante Carlton de Ettore Sottsass, e a cadeira Favela dos irmãos Campana. Seu trabalho de graduação na Eindhoven Design Academy, a coleção Smoke, é de 2002 e entrou para o hall da fama do design holandês.













Coloridos

Desenhada em 1928 pelo trio Le Corbusier, Jeanneret e Perriand, a poltrona LC3 foi repaginada – ganhou estrutura azul clara e mistura de tecidos nas almofadas – e lançada em edição limitada de 500 em 2008 pela Cassina. Já a cadeira Wishbone, criada em 1949 por Hans J. Wegner e produzida desde 1950 pela Carl Hansen & Son, apareceu em versões coloridas para comemorar seu sexagésimo aniversário em 2010.


Thonet

Robert Stadler criou uma versão moderna da cadeira Thonet, mas que mantém alguns detalhes do formato incônico da original 14, lançada em 1859. A peça foi especialmente desenvolvida para o restaurante Corso, que fica em Paris e também leva a assinatura de Stadler.


A mesma cadeira 14 foi mais que inspiração para Keisuke Fujiwara e Matthias Pliessnig: serviu como uma tela em branco – ainda que utilizando diferentes métodos e materiais, ambos embrulharam a cadeira. Fujiwara utilizou nada menos que 12 quilômetros de fios coloridos para dar vida a sua versão, enquanto Pliessnig envolveu a peça em tiras de madeira curvada a vapor para criar uma belíssima escultura.
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Aramados


O designer tcheco Jan Plecháč produziu uma série de releituras de cadeiras clássicas em aço aramado, inclusive a Red and Blue de Gerrit Rietveld. Já Akira Ishikawa tirou proveito da versão aramada da cadeira DSR (de Charles e Ray Eames) e construiu uma trama detalhada e colorida, transformando-a em uma peça única, que une processo industrial e artesanal.



E que tal a cadeira Panton em versão aramada? Desenvolvida pela Le Pelican, ela foi batizada de Pantoia, fazendo referência não apenas ao nome Panton, mas também ao designer Harry Bertoia, conhecido pela sua série de cadeiras, poltronas e banquetas com essa estética.


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Mais Panton


A cadeira Panton é uma das mais homenageadas, e as variações são surpreendentes e lúdicas. As curvas e formato orgânico originais perdem-se na versão rústica de Peter Jakubik.





Enquanto as mesmas curvas e formato orgânico originais também se perdem no modelo de “baixa resolução” do grupo United Nude, eles são destacadas pela padronagem delicada criada pelo estúdio de arquitetura Ben Adams, aplicada por corte a laser na cadeira.





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TECIDOS TRAMADOS / TEXTURAS VALORIZADAS


Tramas, texturas valorizadas e técnicas artesanais: quando esses conceitos andam lado a lado, o resultado são móveis e acessórios convidativos ao toque e também ao olhar. Estruturas macias, porém resistentes, oferecem conforto extremo e dão um toque mais pessoal à decoração, já que os “nós” que compõem o design muitas vezes podem ser desfeitos e refeitos, mudando a estética da peça. Do mobiliário icônico e definitivamente trendsetter dos irmãos Campana à recentes lançamentos de designers emergentes, existem opções para todos os espaços e estilos. Confira! (HELOÍSA RIGHETTO)


Trendsetters

O tramado artesanal é um dos ícones dos irmãos Campana. O sofá Boa (2002) e a cadeira Vermelha (1993) são exemplos perfeitos da textura extrema, ousada, de grandes proporções.



Esparramados

Bauke Knottnerus desenvolveu a coleção Phat Knits, onde as peças são feitas a partir de “fios gigantes” trançados entre si. A desorganização da composição cria novas funcionalidades, e sua leveza permite que ela seja manipulada, mudando de forma de acordo com o espaço e a necessidade de uso.



Chaise longues

Duas chaise longues, lançadas no Salão do Móvel de Milão de 2011, colocaram essa tendência em destaque: a Biknit, de Patricia Urquiola para Moroso, e a Loop, de Sophie De Vocht para a Casamania. Em comum, as tiras de tecido coloridas entrelaçadas e o aspecto artesanal da fabricação.



Pufes

Os pufes criados pela designer Christien Meindertsma são feitos 100% de lã proveniente da Holanda, mas o que impressiona mesmo é a maneira como ela “tece” as peças. Fabricados um a um com o auxílio de uma ferramenta desenvolvida exclusivamente para esse fim, cada peça é um modelo único.




Pequenos porém notáveis: pufes revestidos com um tramado grosso ganham um ar contemporâneo e elegante, mesmo em um formato simples. Mais uma vez, o destaque é a textura, que ganha status de padronagem mas com a vantagem de ser macia ao toque. O modelo na cor mostarda é da Dwell; as peças em diferentes tonalidades de cinza são da Heins Home.




Amarrações

A irlandesa Claire Anne O’Brien é designer textil especializada em tramados pela Royal College of Art. Suas criações epitomizam essa tendência e mostram o vasto leque de possibilidades de aplicação da técnica.





A estrutura metálica é simples, mas o que faz a diferença é a amarração do tecido e os nós, que substituem as tradicionais almofadas dos sofás. Design de Daniel Hedner.





A poltrona Serpentine, desenhada por Éléonore Nalet começou a ser produzida esse ano pela Ligne Roset. O diferencial dessa cadeira para área externa é o fato de as almofadas serem removíveis: basta soltá-las da estrutura.





A cadeira TubeMe de Ellinor Ericsson funciona da mesma maneira, e o que sobra das tiras de tecido pode ser usado como uma coberta, abraçando o usuário. Outro exemplo bem recente da aplicação do tramado substituindo o assento/encosto almofadado é a cadeira Loveless, de Martin Hirth, exposta na última edição da feira IMM, em Colônia.

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BICICLETAS INVADEM O DESIGN DE MOBILIÁRIO


Linha Breeze, de SungHa Lee e Minsoo Park

A bicicleta está em alta. E não apenas entre as pessoas que optam por adotá-la como seu meio de transporte principal, mas também entre os designers de móveis e luminárias, que, além de se aventurarem no design de bikes, também se dedicam a criar peças utilizando partes das “magrelas”, como rodas, aros e correias.
Um exemplo recente é a arara da linha Breeze, criada pelos coreanos SungHa Lee e Minsoo Park, do estúdio HawaSoo. A roda de bicicleta foi colocada só em um dos cantos, mas já é o suficiente para fazermos a conexão. A ideia dessa linha, aliás, é que, quando as três peças sejam colocadas juntas, formem a imagem de uma bicicleta.

Série Connect, de Carolina Fontoura Alzaga

A artista Carolina Fontoura Alzaga, de Los Angeles, inspirou-se nos candelabros da era vitoriana para conceber as luminárias da série Connect. Feitas a partir de correias, coroas e outras partes de bicicleta, as criações de Carolina são, nas palavras da própria artista, “esculturas funcionais”.
Elas “desafiam a estética da riqueza ao contrastar a elegância clássica do candelabro com a elegância recém-descoberta das partes mecânicas de bicicletas descartadas”. O resultado são peças de grande presença e efeito cênico.

Estante Bookbike, do estúdio BYografia

Para inserir a bike no contexto doméstico, o estúdio italiano BYografia criou a estante Bookbike. A ideia é acomodar a “muitas vezes exilada, mas fortemente amada” bicicleta nos espaços mais importantes da casa, juntamente a livros e outros objetos.
Uma forma simples e interessante de tirar partido da bicicleta no décor é adotar a roda da bicicleta como moldura (abaixo): o espelho é colocado no centro. A peça é muito simpática e parece uma boa pedida para os adeptos do Do-It-Yourself. Outra ideia interessante nesta mesma linha é a do Bike Chain Bowl, criado pelo norte-americano Graham Berg.


E não se pode falar em bikes no design sem mencionar dois clássicos italianos: o banco Sella e a mesa Tour. Tendo como base quatro rodas de bicicleta, a Tour foi criada por Gae Aulenti em 1993 e foi um desenvolvimento da Tavolo con Ruote (mesa de centro cujos pés eram rodízios, criada em 1980). Já o banquinho Sella foi desenhado pelos irmãos Achille e PierGiacomo Castiglioni em 1957.
Achille buscava um assento para a mesinha do telefone de sua casa, e assim surgiu esse ready-made, cuja proposta era proporcionar um assento confortável para períodos breves – jeito infalível de otimizar o uso do aparelho inventado por Graham Bell. (WINNIE BASTIAN)

Mesa Tour, de Gae Aulenti para Fontana Arte

Banquinho Sella, dos irmãos Achille e PierGiacomo Castiglioni para Zanotta



Bike Chain Bowl, de Graham Berg

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