Alessandra Trota, Designer de Interiores

DESIGN+ARTESANATO: O CAMINHO BRASILEIRO

Luminária de Tina Moura e Lui Po Pumo, feita com palha de artesãs gaúchas

Ao contrário de países como a Itália, no qual a tradição artesanal fez parte do desenvolvimento do design, no Brasil o artesanato sempre foi visto como uma atividade à parte. A partir de meados da década de 1990, porém, design e artesanato se aproximam e essa reconciliação gera bons frutos.




No livro Design + Artesanato: o Caminho Brasileiro (Terceiro Nome, 240 págs.), Adélia Borges faz uma radiografia da revitalização do objeto artesanal brasileiro. Ricamente ilustrada, a publicação será lançada em São Paulo no dia 2 de fevereiro, n’A Casa – Museu do Objeto Brasileiro.
Também estão previstos lançamentos em Belo Horizonte, em 8/2, no Outono 81; no Rio de Janeiro, em 9/2, na Novo Desenho; e no Recife, em 13/3, no Museu do Homem do Nordeste. (WINNIE BASTIAN)


Objetos em papelão e fibra, de Maria da Fé (MG)


Mesa Mandala, de Claudia Moreira Salles, com centro trançado

Crochê de tiras de couro da Coopa-Roca, Rio de Janeiro

Fios tingidos com plantas diversas



Colares de fibra tucum de São Gabriel da Cachoeira (AM)

Tapete Broinha, de Claudia Araújo

Loja Wariró, em São Gabriel da Cachoeira (AM)

Cadeira Multidão, dos Irmãos Campana, feita com bonecas de Esperança (PB)

  • Digg
  • Del.icio.us
  • StumbleUpon
  • Reddit
  • RSS

CONVITE À ÁREA EXTERNA

Com a luz adequada, os jardins se transformam durante a noite e ficam até mais bonitos do que sob a luz do sol

Apreciar um jardim noturno é um raro prazer. Com a chegada dos dias quentes do verão, a temperatura fica mais amena à noite e o jardim iluminado faz um convite irresistível à area externa. Ao cair da tarde, é possível reunir os amigos para conversar, jantar ao ar livre ou simplesmente se deixar levar pela contemplação do silêncio e dos perfumes que algumas espécies exalam apenas nessas horas do dia.
Mas para um jardim ser apreciado e utilizado à noite, algumas regras precisam ser seguidas a fim de determinar a segurança e eficiência das áreas externas, além de valorizá-las esteticamente.

Foto: Divulgação
Luzes focais ajudam a destacar samambaias e buxinhos no jardim projetado por Ivo Vel.
Com o tempo, a iluminação no projeto de paisagismo foi tomando um papel muito importante e hoje imprescindível. “A frase ‘a arquitetura é o jogo sábio, correto e magnífico dos volumes dispostos à luz’, do mestre e sempre aclamado Le Corbusier, explica claramente esse papel fundamental e inseparável da iluminação em qualquer projeto, seja de paisagismo, interiores ou arquitetônico”, lembra a paisagista Nádia Bentz.

Segundo ela, a iluminação dá vida, realça e enfoca o que o paisagista mais achar conveniente para o projeto, ambientando e dando um toque sofisticado aos ambientes. “As cores só existem e se tornam visualmente perceptíveis devido à incidência da luz sobre os volumes. Caso contrário, tudo seria escuro e sombrio”, completa Nadia.

Foto: Divulgação
Luzes amarelas e verdes ajudam a reforçar o clima de natureza. Projeto de Nadia Bentz.
No paisagismo, a destinação de cada espaço define o tipo de iluminação a ser utilizada. É importante ter em mente que os jardins contemporâneos deixaram de ser apenas espaços bonitos e sem uso, com um amontoado de plantas.
Hoje, eles trazem consigo uma função muito maior: criar espaços de convívio e lazer e, principalmente, de ser um refúgio do meio urbano. A dica é encontrar um profissional que tenha sensibilidade para reconhecer a utilização específica de cada projeto. Ter sempre em mente o usuário também é importante – se é adulto, criança ou idoso –, pois suas necessidades são distintas.

Foto: Divulgação
Em escadas, o foco de luz pode vir na lateral, como nesse projeto de Nadia Bentz.
Outros detalhes não menos importantes devem ser observados como, por exemplo, conhecer os tipos de lâmpadas e seus efeitos, pois algumas plantas são mais sensíveis do que outras.
Um cuidado especial deve ser tomado com a voltagem da lâmpada e o direcionamento do feixe de luz.
“Além desse fator, é importante buscar a combinação da iluminação artificial com a iluminação natural, para garantir o desenvolvimento e preservação da vegetação”, explica Nádia.
A iluminação mais comum hoje é a que utiliza lâmpadas alógenas, principalmente pelo baixo custo de implantação; mas existem outros tipos disponíveis.
A iluminação de LED, por exemplo, tem se difundido cada vez mais principalmente pelo baixo impacto ambiental, e seu baixo custo a longo prazo. O que impede seu uso em grande escala é o custo de implantação, geralmente alto.
Espetos de jardim, luminárias embutidas, balizadores, arandelas e postes são algumas das possibilidades. Para cada objetivo deve-se utilizar um tipo específico; os postes, por exemplo, são muito eficientes na iluminação de parques e praças, espetos com iluminação direcionável também são muito utilizados para dar destaque a alguma vegetação específica.
“Todos esses tipos de iluminação podem ser encontrados e adaptados para lâmpadas alógenas e LED, a escolha está principalmente relacionada com seu custo de implantação”, diz Nádia Bentz.

Funcionalidade e estética

Tentar estabelecer uma harmonia entre as questões funcional e estética do projeto é um fator relevante para quem está pensando em iluminar o jardim.
“A luz tem função orientativa, conduz as pessoas de modo que possam se deslocar com segurança e, ao mesmo tempo, contemplar o espaço projetado por meio do sentido da visão, o que engloba aspectos psicológicos de relaxamento e de prazer durante a exploração do jardim”, revela Paulo Carrión Teruel, sócio proprietário da Vitali Iluminação, empresa parceira do paisagista Gilberto Elkis.

Foto: Divulgação
O caminho de LED criado por Nadia Bentz transforma o deck de madeira em um chão de estrelas até a piscina.
Além de garantir a segurança na circulação, é aconselhável evitar contrastes excessivos, pois a visão da fonte de iluminação causa incômodo, daí a necessidade de cuidados com a intensidade e o direcionamento das luzes.
Deve-se observar as cores do jardim, e escolher a iluminação que realce as cores desejadas”, explica Paulo. “Como a maior parte das plantas tem tons esverdeados, costumamos optar por uma luz que realce tons amarelos e verdes, por meio da correta temperatura de cor”, completa.
As lâmpadas incandescentes e LEDs nos tons amarelos e âmbar também são boas opções, pois madeiras e pisos de decks também respondem bem a elas.
Para o paisagista Marcelo Novaes, a iluminação é importante para realçar as formas escultóricas e as texturas das vegetações, criando espaços convidativos que despertam a curiosidade e os sentidos dos usuários.
“No paisagismo, tomamos cuidado para que a iluminação não fique tão próxima da água, a não ser que seja apropriada para tal.” Segundo Marcelo, outro cuidado fundamental é contratar uma empresa especializada, que garanta o serviço e a segurança na execução do trabalho.

Foto: Divulgação
No gazebo, arandelas e luminárias escolhidas a dedo por Nadia Bentz trazem ainda mais conforto aos bate-papos na área externa.
A parte elétrica deve ser tratada da maneira mais segura possível. Isso requer cuidados importantes com as conexões e a organização da fiação para que não fiquem expostos. A voltagem também deve ser adequada ao número de pontos utilizados.
De qualquer forma, o ideal é que um profissional especializado na área seja consultado. Quando se trata de segurança todo cuidado é pouco, e às vezes é necessário investir um pouco mais para alcançar um projeto seguro.

  • Digg
  • Del.icio.us
  • StumbleUpon
  • Reddit
  • RSS

DESIGNER CRIA CONCEITO PARA COMEMORAR OS 125 ANOS DA MERCEDES-BENZ

Em 2011, a Mercedes-Benz comemorou seu aniversário de 125 anos. Na época, para celebrar a data, a empresa anunciou o conceito do veículo “A Class”. Dando continuidade às comemorações, o designer húngaro Peter Várdai mudou o visual do automóvel e lançou, não oficialmente, um novo projeto, dessa vez mais futurista - o Mercedes History.

mercedes_history 
Trata-se de um veículo que esbanja fluidez e dinâmica. O conceito tem projeção semelhante a de uma aeronave. Suas quatro rodas, por sua vez, contam com o famoso símbolo da marca - a estrela de três pontas.

mercedes_history3 
Conceito tem projeção semelhante a uma aeronave 


O design talvez não funcione para carros contemporâneos, mas a ideia não deixa de ser original. No projeto, Peter Várdai conseguiu incorporar todas as influências estilísticas que se tornaram ícones da Mercedes-Benz em toda sua história - especialmente as encontradas nos carros de corrida da década de 1930, como o Flechas de Prata.



  • Digg
  • Del.icio.us
  • StumbleUpon
  • Reddit
  • RSS

MONTANHA RUSSA...A PÉ



De longe, a Tiger & Turtle parece até uma montanha-russa normal, não fossem seus 249 degraus.
Sim, degraus. A escultura feita pelos artistas plásticos Ulrich Genth e Heike Mutter, que fica em Duisburg, na Alemanha, interpreta de forma, digamos, um tanto literal a expressão "andar em uma montanha-russa".




A montanha-russa, aliás, também pode ser visitada após o pôr do sol. Luzes de LED acompanham todo o corrimão, dando até uma sensação de velocidade, mesmo que não seja possível, né?
Fora que, nos loopings, a caminhada é interrompida, por pura e simples impossibilidade física. Coisa de artista.






  • Digg
  • Del.icio.us
  • StumbleUpon
  • Reddit
  • RSS

ALIMENTO OU MATÉRIA-PRIMA


Design e alimento já andam de mãos dadas há bastante tempo, seja no desenvolvimento de utensílios que facilitam o processo de cozinhar, seja pela influência estética de um sobre o outro. Porém, essa relação alcançou um novo patamar, agregando uma nova interpretação à expressão food design: alimentos agora servem como matéria-prima! Já imaginou um Post-it comestível ou uma mesa com tampo de sal? Esses são apenas alguns exemplos dessa parceria supercriativa entre dois assuntos tão apaixonantes, a qual ainda deve render muitos frutos e abrir novas possibilidades para ambos. Você nunca vai olhar para o seu prato da mesma forma! (HELOÍSA RIGHETTO)


Cadeira doce
Pieter Branner utilizou nada menos do que 30 kg de açúcar para tirar seu projeto do papel: a cadeira Sugar é irresistível e pode, sim, ser consumida, levando a ideia de interação usuário/produto ao pé da letra.
________________________________________________________________

Pão
Enoc Armengol foi um dos primeiros a experimentar com alimento, mais precisamente, com pão. O designer criou uma linha de cadeira e mesa – Panpaati – que, apesar da não funcionalidade mostraram que o design e a cozinha tinham um longo caminho pela frente. O resultado são produtos bem resolvidos e lúdicos, como os auto falantes de farelo de pão de Nitsan Debbi.
________________________________________________________________


Funcionais e comestíveis
A francesa Delphine Huguet cria conceitos culinários super divertidos, inspirados em produtos do nosso dia a dia mas com um diferencial: o material! O bloquinho de post-its (batizados de “Eat-it”), comestíveis é feito de frutas, mas sem o açucar. Já a linha On The Move foi inspirada na hora do chá: o pires nada mais é do que um biscoito!
________________________________________________________________

Casca de laranja
Alkesh Parmar foi um dos destaques da turma de formandos da Royal College of Arts em 2011, graças ao projeto Apeel. Utilizando casca de laranja como matéria prima principal, Alkesh criou um material totalmente novo e 100% biodegradável. Também graduado em 2011, o israelense Ori Sonnenschein foi outro que viu potencial na casca de laranja, transformando-a em uma linha de pequenos recipientes.
________________________________________________________________

Alimento como padronagem
O trio holandês We Make Carpets não apenas utiliza alimento como matéria prima para suas instalações extraordinárias, mas também explora seu potencial potencial gráfico, criando tapetes temporários de fazer cair o queixo: o nível de detalhamento é tão bom, que a princípio não é possível identificar que o tapete é feito de macarrão ou sementes de temperos.
________________________________________________________________

Salgados
Claire Fauchille e Roberto Tweraser desenvolveram projetos bem sucedidos utilizando sal: tanto o tampo de mesa de Claire quanto as luminárias de Roberto provam que a transparência do material agrega muito a estética das peças sem perder na qualidade, já que misturado com um tipo de resina, a superfície “salgada” torna-se resistente e suave ao toque.

  • Digg
  • Del.icio.us
  • StumbleUpon
  • Reddit
  • RSS

LANTERNAS - ADOROOOOOOOOOO!!!!

As lanternas têm o poder de transitar por todos os ambientes da casa, principalmente pelo jardim. Além de decorar, criam uma iluminação difusa e baixa, perfeita para um jantar a dois ou um bate-papo com os amigos. Veja como usá-la






  • Digg
  • Del.icio.us
  • StumbleUpon
  • Reddit
  • RSS

GANHANDO ESPAÇO EM CASA

Simples mudanças no posicionamento dos móveis ou na decoração, como o uso de cores claras nas paredes e móveis, podem trazer sensação de amplitude a ambientes pequenos. Cores escuras retêm a luminosidade e tendem a dar a sensação de ambientes fechados e menores.

Foto: Divulgação
Armários multifunções e paredes móveis, como a do projeto, permitem assistir à TV tanto da sala quanto da cozinha
Espelhos bem posicionados também trazem amplitude por meio dos reflexos. É importante lembrar, no entanto, que nesse caso tudo aparece em dobro, inclusive o tamanho e os adornos do cômodo. Por isso, é indicado apelar para a tática apenas em ambientes cuja decoração esteja impecável.

Manter o mesmo revestimento no piso de toda a casa ajuda a reforçar a ideia de união dos espaços. Se for usar madeira, opte por tacos compridos e estreitos. Para maximizar o efeito, deve-se evitar a criação de barreiras na circulação, e posicione móveis e itens como geladeira, fogão, box e, se possível, pias, lado a lado ou em forma de "u". Mas, se o espaço for pequeno, é essencial economizar na quantidade de móveis e itens de decoração.


Foto: Divulgação
Portas de correr economizam espaço nos armários e até nos banheiros
Em imóveis com metragem reduzida, não se deve desprezar o espaço acima da linha do olho. Estantes e armários posicionados próximos ao teto podem ser aliados para guardar cobertores, livros e outros itens que não sejam usado com frequência.

Foto: Divulgação
Espelhos e trasparências dão grandes resultados na sensação de amplitude
A iluminação de cima para baixo amplia o ambiente. É o caso das luzes embutidas no forro de gesso ou balizadores fixados acima do rodopé.

Peças transparentes e portas de correr reduzem o número de barreiras para o olhar e ajudam a dar a sensação de espaço liberado. Cadeiras e bancos de acrílico e mesas com tampo de vidro são boas pedidas. Da mesma forma, racks e sofás baixos deixam a visão mais livre e ajudam na sensação de espaço.


Foto: Divulgação
No quarto projetado pela arquiteta Patricia Anastassiadis, a união de vários truques para ganhar espaço. A cama foi instalada sobre o armário com portas de correr e vidro
Foto: Divulgação
Na falta de gavetas, aposte em caixas organizadoras para ganhar espaço em ambientes pequenos

  • Digg
  • Del.icio.us
  • StumbleUpon
  • Reddit
  • RSS